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UMA BATALHA ESPIRITUAL

Efésios 6.10-17

 

“Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder”

 

Mais cedo ou mais tarde, todo crente descobrirá que a vida cristã é um campo de batalhas. E, o pior de tudo é que a maioria destas batalhas são contra inimigos invisíveis e muito poderosos. Na verdade como crentes enfrentamos três tipos de inimigos: O mundo, a carne e o diabo (Ef 2.1-3). O mundo é o sistema que nos cerca e que se opõe a Deus. A sociedade separada de Deus é um pequeno exemplo do mundo. A carne é a velha natureza que herdamos de Adão. É uma natureza que se opõe a Deus, e que não consegue e nem pode fazer nada que O agrade. O terceiro inimigo é o diabo, o qual é mencionado nesta passagem, e que falaremos a respeito nesta mensagem. Portanto, para lutarmos bem nesta guerra, temos que conhecer bem os nossos inimigos e o nosso armamento.

 

Quem São os Inimigos do Crente? - Efésios 6.10-12.

O corpo de espionagem tem um papel importantíssimo numa guerra, porque ajuda os oficiais conhecerem e compreenderem o inimigo. Se não soubermos bem quem é o inimigo, onde está, e o que podemos fazer, a batalha se torna ainda mais difícil. Não é apenas aqui em Efésios 6 que Deus nos mostra quem é nosso inimigo, mas a Bíblia toda, Deus não quer que sejamos pegos de surpresa. Sabemos que o exército do nosso inimigo além de ser invisível, tem um líder muito poderoso.

 

O Diabo é líder do exército invisível, (vs. 10-11). “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo”. Ele é conhecido por muito outros nomes diferentes. Dois nomes encontrados no Novo Testamento são Satanás que significa inimigo ou adversário e Diabo que significa acusador, porque acusa o povo de Deus de dia e de noite: “Então ouvi uma forte voz dos céus que dizia: Agora veio a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, pois foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, que os acusa diante do nosso Deus, dia e noite” (Ap 12.7-11). A palavra Diabo vem da palavra grega diabolos, que significa falso acusador ou difamador. Mas existem muitos outros nomes descritivos para o Diabo no Novo Testamento que são: o maligno ou o mau (Mt 3.19; 1 João 5.19), anjo de luz (2 Co 11.14), o enganador (Ap 12.9), pai da mentira (João 8.44), Belzebu o deus da imundícia (Mt 12.24), o acusador (Ap 12.10), o assassino (João 8.44), o príncipe (Ef 2.2), o rei deste mundo (João 12.31), o tentador (1 Tss 3.5), a serpente (Ap 12.9), o grande dragão (Ap 12.9), o leão (1 Pe 5.8) e o deus deste século (2 Co 4.4).

 

Os demônios são soldados do exército invisível, (v. 12). “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. Os soldados são muitos e não os vemos, temos que nos lembrar disso e utilizar as armas que Deus nos fornece para esta batalha. Com as armas de Deus podemos lutar e a cada dia ir vencendo as batalhas que vão sendo travadas durante a vida terrena. Às vezes o ataque é tão forte que temos que apenas sobreviver mais um dia até conseguir sair da situação.

 

Nosso arqui-inimigo gosta muito de preparar ciladas ou emboscadas, ele de fato é muito experiente nessa área. Tais ciladas são conhecidas como armadilhas, artimanhas ou astúcia do diabo. Em outras palavras é um inimigo perigoso e habilidoso. Para vencermos precisamos do poder de Deus. Então, a segunda coisa que temos que conhecer são nossas armas.

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Quais São as Armas do Crente? - Efésios 6.13-17. “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis”.

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Para enfrentarmos um inimigo do mundo espiritual, precisamos de armas especiais que sirvam para atacar e defender. Uma boa ilustração para este ponto é uma história fictícia da sabiá, do coelho e da raposa.

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Conta-se que uma sabiá que estava em seu ninho toda feliz com seus filhotinhos que passou por uma terrível experiência, a de ver seus filhos ameaçados sem poder fazer nada. Enquanto ela estava em seu ninho com seus filhotinhos uma raposa lá em baixo começou chamá-la:

- Heeei dona sabiá, quero falar com você. A sabiá observando lá de cima achou um tanto estranho aquela raposa querendo conversar com ela, mas disse:

- Pode falar, o que você quer?

- Vou direto ao assunto, pois, estou com muita fome. Quero que você jogue um de seus filhotes para eu saciar minha fome.

- Você está louca? Nunca que eu vou fazer uma coisa dessa. A raposa muito astuta disse:

- Então, eu vou subir aí e devorar todos. Não vai ficar nenhum pra contar história. Com essa ameaça a sabiá ficou muito aflita e resolveu que seria melhor perder apenas um filho. Então com o coração partido jogou um deles para a raposa. A raposa comeu o filhote e foi embora toda feliz. Assim que a raposa partiu, de trás de uma moita de arbustos saiu um coelho e chamou a sabiá.

- Hei dona sabiá, não tenha medo estou aqui para te ajudar.

- Como você pode me ajudar eu já perdi um dos meus filhos!?

- Eu sei, disse o coelho. Eu viu tudo. Mas, o problema não foi resolvido ainda. Amanhã ela voltará com a mesma ameaça, e você não precisava jogar seu filhote para ela.

- Se eu não fizesse isso seria pior.

- Não seria não, pois, raposas não sobem em árvores.

Quando a raposa descobriu que o coelho tinha atrapalhado seus planos foi atrás dele e o pegou. Mas, o coelho sabiamente consegui escapar dela. Nesta ilustração a sabiá representa o novo convertido, a raposa o Diabo e o coelho o crente maduro. Precisamos utilizar armas espirituais contra inimigos espirituais.

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O cinto da verdade (v. 14a). “Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade”. Satanás é mentiroso, mas se o crente tiver uma vida controlada pela verdade o vencerá. A mentira na vida do crente sempre acaba mal. A verdade sempre visa o bem. A mentira por ser pecado sempre traz derrotas. A verdade por ser divina, pois Deus é a verdade sempre traz vitórias.

 

A couraça da justiça (v. 14b). “e vestindo-vos da couraça da justiça”. Era uma peça da armadura feita de metal que cobria o corpo do pescoço a cintura, tanto pela frente como por trás. Ela simboliza a justiça do crente em Cristo. “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21). Satanás pode até acusar o crente, mas por causa da justiça de Cristo temos a salvação e o inimigo não pode fazer nada contra isto.

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O calçado do evangelho (v. 15). “Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz”. Por causa do evangelho não somos mais inimigos de Deus, e possuímos a vida eterna. Por causa disto não temos que temer nem ao diabo e nem aos homens. Nosso espírito tem um destino certo e ninguém pode mudar isso. Mas, esse calçado também significa outra coisa. Estar calçado com o calçado do evangelho significa estar preparados todos os dias para anunciarmos o evangelho da paz.

 

O escudo da fé (v. 16). “embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno”. Os escudos eram de madeira revestidos de couro com bordas que podiam se encaixar formando uma parede sólida. A ideia é que na batalha não estamos sozinhos. A “fé” mencionada não é a fé salvadora e sim a confiança dia a dia nas promessas de um Deus poderoso.

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O capacete da salvação (v. 17a). “Tomai também o capacete da salvação”. Satanás procura atacar nossas mentes e nos derrotar assim como fez com Eva. O capacete se refere a uma mente controlada pelo Espírito Santo. Uma mente que por meio da Palavra a cada dia se torna mais forte.

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A espada do Espírito (v. 17b). “e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus”. É uma arma de ataque que Deus nos provê. A espada era usada na luta corpo a corpo. A espada de metal atravessa o corpo, mas a Palavra espiritual atravessa o coração. A espada material quando muito usada precisa ser trocada. A espada do Espírito quanto mais usada mais ela corta.

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A conclusão que podemos chegar é simples e objetiva. O mundo é um campo de batalha com inimigos que são invisíveis, porém bem reais e que atacam sem piedade. Nós não os vemos, mas eles nos enxergam até na escuridão ou em baixo d’água. Temos que conhecer o inimigo e o armamento que temos para nos defender e contra atacar se necessário for.

 

Márcio Martins

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